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Por Christina Radish (12 de abril de 2019)

Dirigido por Jenny Gage e baseado no imensamente popular livro de Anna Todd, o drama romântico After segue Tessa Young (Josephine Langford), que embarca no seu primeiro ano da faculdade como uma aluna dedicada e uma filha obediente, até que sua colega de quarto a convence a experimentar o lado social da faculdade. Depois que um jogo de verdade ou desafio leva a uma rejeição que intriga a misteriosa importação britânica Hardin Scott (Hero Fiennes-Tiffin), os dois aprendem que eles têm mais em comum do que eles poderiam imaginar mas ao mesmo tempo, o segredo que Hardin está escondendo poderia romper qualquer chance que eles têm de um amor real.

No dia de entrevistas do filme em Los Angeles, Collider teve a oportunidade de sentar e conversar com a atriz australiana Josephine Langford sobre como ela acabou interpretando Tessa depois de originalmente ter feito teste para outro papel, como ela se conectou à sua personagem, o que ela achou desafiador sobre papel, filmar a cena do lago, ter Selma Blair interpretando sua mãe, a importância de Tessa fazer suas próprias decisões em sua vida e no amor, se ela seria tão indulgente quanto sua personagem, os mais engraçados e os mais desafiadores dias no set, o que a levou a ser uma atriz e a série de TV que ela adoraria fazer uma convidada especial.

Collider: Você originalmente fez teste para uma personagem diferente, como você acabou interpretando Tessa?
Então, meus amigos estavam fazendo testes e eu estava como, “O que é isso?”. Eu estava torcendo pelos meus amigos mas eu estava: “O que é essa gravação que estamos prestes a fazer?” E eles estavam tipo, “Oh, é só essa coisa. Você não pode fazer teste para isso porque você precisa de um green card e também tem conflito com o trabalho que você está gravando.” E aconteceu, eu não fiz a audição. Três meses depois, eles haviam adiado as datas da filmagem e tinham selecionado a Tessa, mas eu consegui um teste para Molly porque de repente eu estava disponível quando eles adiaram as datas de filmagem. Essa foi uma das únicas audições que eu já fiz, onde eu não li o roteiro de antemão porque eu literalmente não tinha tempo aquela semana. Então, eu fiz a audição e fiz um retorno de chamada, e então eu recebi uma ligação dizendo, “eles querem você para o papel principal.” Então eu li o roteiro e eu estava tipo, “Oh, sim, isso parece uma sensação melhor.”

Collider: Então, você claramente não estava familiarizada com os livros.
Eu não sabia sobre os livros. Quando meus amigos fizeram audição para o filme, eles estavam tipo, “é, aparentemente é baseado em uma saga de livros bem-sucedida.”

Collider: E então, você descobriu quão insanamente bem-sucedida essa saga de livros é?
E é, e isso acontece muito com audições. Você vai ler algo e vai ter duas grandes celebridades. Você vai ler outra coisa, e tem uma fanbase imensa. Tem tantos projetos aí fora, que têm tantas coisas sobre eles que são bem-sucedidas, que às vezes é difícil perceber qual deles vai estourar.

Collider: Qual foi a coisa sobre Tessa que você se sentiu mais conectada?
Com todos os personagens que eu já interpretei, eu sinto que eu compreendi o jeito que ela pensava e como ela era. Nós temos um monte de pequenas coisas em comum. Eu li e eu estava assustada sobre alguém interpretando ela muito caricata porque eu sabia que isso era tão possível para alguém fazer o papel como uma personagem tensa, conservadora, unidimensional. E eu estava tipo, “Eu quero interpretar ela porque eu quero fazer isso certo.”

Collider: O que você mais se sentiu desafiada, com Tessa?
Eu tive que fazer um sotaque para o papel, mas eu não tinha que fazer maneirismos loucos, para mim, a coisa mais desafiadora foi nos bastidores das filmagens, estar em literalmente todas as cenas, gerenciando a continuidade emocional e lidando com agendamento e filmagem tudo fora de ordem. Eu nunca tive que lidar com isso antes, então eu achei que isso foi o mais desafiador sobre gravar o filme.

Collider: Como você achou o sotaque?
Eu estava praticando o sotaque americano por anos, e eu fiz isso em alguns papéis diferentes, então eu estava bem confiante. Foi tudo bem.

Collider: A cena do lago entre Tessa e Hardin é realmente bonita de se ver, e parece como algo que soaria muito divertido no papel, mas na verdade, parece que pode ter sido um pouco desafiador fazer isso. Como foi para filmar?
Foi uma das melhores e uma das piores cenas. Nós tivemos que filmar por três dias no lago. Teve um dia em que tivemos uma trovoada, e a cada 30 minutos, nós tínhamos que sair da água e nos mover para o acampamento. Foi um pesadelo. Então, teve um momento que estava muito frio, e nós estávamos de pé no cais, congelando e tentando controlar os calafrios. Não foi bom. Teve um momento onde estava muito quente e nós tivemos que pular e nadar, o que foi ótimo. Isso foi realmente divertido. Mas, definitivamente tiveram desafios em filmar lá.

Collider: Quando eu assisti esse momento, eu me perguntei se você era capaz de passar pelo diálogo sem engasgar com a água e eu me perguntei se você estava preocupada com o que estava naquela água.
Quando nós estávamos beijando, foi muito engraçado porque deve haver tantos sequências onde estávamos apenas entrando e saindo da água. Eu não conseguia parar de rir porque nós estávamos engolindo água e tentando fazer essa cena de beijo romântico. E nós tivemos uma pessoa que cuida de cobras lá porque tinham cobras no lago. Eu sou da Austrália então eu estou acostumada com isso.

Collider: Como foi ter Selma Blair interpretando sua mãe?
Ela é maravilhosa! Ela é tão hilária. Ela é tão boa. Nós temos tanto em comum que foi muito hilário que tenhamos sido escolhidas para mãe e filha porque nós até andamos da mesma maneira. Ela é tão engraçada. Nós entramos em uma sala para fazer uma cena, e logo antes de entrarmos (em cena), ela gritava algo como: “Mangas!” E então, estávamos todos tentando controlar nossa risada, enquanto estávamos fazendo a cena, mas ela ficaria bem porque ela é apenas uma profissional.

Collider: Eu realmente achei que foi uma decisão inteligente de suavizar um pouco o Hardin no filme. Ele pareceu muito mais babaca no livro.
Bem, quando você tem 600 páginas para falar sobre um personagem e para descrever o personagem, é diferente de ter uma hora e meia no filme. Você tem que adaptar algumas vezes, caso contrário não funciona. Nós apenas temos algumas cenas para a audiência para ver como ele é. Há sempre pequenas coisas que você tem que mudar para adaptar algo à um filme. Se tivermos sorte o suficiente para ter mais filmes, e adaptar o segundo e o terceiro e o quarto livro, definitivamente haverá muito mais do relacionamento complicado deles. Eles discutem muito, e isso é algo que nós estamos tentando trazer para os outros filmes. É difícil escrever isso quando você tem quatro minutos na tela para fazer uma cena de discussão e resolvê-la. É muito mais difícil do que quando você tem cem páginas no livro. Então, tem alguns elementos do relacionamento que definitivamente vão ser mais mostrados nos filmes seguintes, se nós tivermos filmes seguintes. Para esse filme, foi tão importante que nos focamos em estabelecer o relacionamento primeiro antes de entrarmos nas complicações do relacionamento.

Collider: É ótimo que Tessa faz todas as suas próprias decisões ao longo do filme e ela fala o que ela quer e o que ela não quer.

Ela faz o que ela quiser, de acordo com seus próprios níveis de conforto.

Collider: Isso foi algo que estava sempre no roteiro, ou foi sempre falado, ao longo do caminho?
Estava sempre no roteiro e eu acho que estava sempre no livro. Tiveram algumas pequenas revisões que Jenny Gage fez para o roteiro, que foram fantásticas, mas sempre foi uma parte do livro, também. Tessa faz o que ela quer, de acordo com seus próprios níveis de conforto. Quando a mãe dela está tipo, “não fique com esse menino”, ela não escuta. Quando as pessoas estão tipo, “você não fez sexo ainda, você deveria”, ela não escuta isso. Ela faz o que ela quer, e isso não é sobre o que as outras pessoas ao redor dela querem que ela faça. Ela está no controle da sua própria sexualidade, e isso é algo que sempre foi uma parte dos livros, e algo que sempre foi muito importante sobre eles. Ela está aberta à novas experiências, e ela está curiosa e quer tentar coisas. Ela nunca foi pressionada pelo Hardin a fazer nada, e ela não se deixa ser por outras pessoas.

Collider: Você sente que se você estivesse na situação da Tessa, você seria tão indulgente quanto ela, ou você acha que você iria reagir de forma diferente da dela?
A resposta honesta é que eu não sei. Amor é uma emoção muito forte, e é uma emoção muito poderosa. Eu não acho que você pode prever o que você faria nessas situações. Eu tenho amigas que dizem que elas nunca perdoariam traição, mas então elas se apaixonam, o cara trai e elas perdoam ele. Eu não sei o que eu faria.

Collider: Você teve um dia muito divertido no set, e houve um dia muito desafiador?
O dia mais desafiador foi uma cena altamente emocional que acontece no final do filme. Eu não quero falar especificamente o que, mas foi filmado ao longo de 16 horas. Foi só uma cena, de um milhão de ângulos diferentes, e fazer essa cena repetidamente, por 16 horas, foi difícil. Eu lutei com isso. Tudo com a Selma foi provavelmente o melhor. Eu também achei as coisas da montagem muito divertidas porque você pode conversar, mas eles não estão gravando o que você está falando, então você pode fazer qualquer coisa.

Collider: Você teve um monte de mulheres envolvidas nessa produção, desde a diretora até a autora e as produtoras, e o elenco é formado por um grupo muito diverso e interessante de atores.

Todo mundo achou que foi muito importante, e realmente tentaram se certificar que tinha muita diversidade no elenco. Você sempre pode se esforçar por mais. É algo que não acontece o suficiente na indústria, mas todo mundo achou que era tão importante que nós temos pessoas com orientações sexuais diferentes, raças diferentes e idade diferentes, então todo mundo tem algo para se identificar. Se você está fazendo um filme, as pessoas nele têm que se parecer e representar como as pessoas no mundo real aparentam. Eles apenas fazem. Não fazer isso não faz nenhum sentido. É apenas idiota.

Collider: Porque você chegou a isso tão tarde, teve um momento em que finalmente se juntou a todos e as coisas pareceram que realmente dariam certo?
Exceto por Hero [Fiennes-Tiffin], cada pessoa foi colocada no elenco em pouco tempo. Alguns dos personagens foram escolhidos um dia antes de aparecerem no set. Então, foi provavelmente no meio do caminho, ou no fim das filmagens, quando todo mundo já tinha sido escolhido e todos nós saímos, onde ficamos tipo, “Okay, é isso.” Isso foi a realidade de fazer um filme. Às vezes você aparece e é tipo, “esse é o cara que você vai beijar,” e você faz a cena.

Collider: Quando você assume algo assim, onde é um papel principal tão grande e um personagem que várias pessoas amam de uma saga de livro que é muito amada, foi algo que você se sentiu realmente pronta ou é algo que você realmente aprendeu muito sobre?
Eu não sei. Para mim, eu só li o roteiro e eu estava tipo, “esse é o papel que eu estou fazendo,” e eu apareci no set e eu fiz isso. Eu não penso muito sobre todo o resto. O que eu aprendi nisso foi que eu realmente gosto desse processo e eu amo isso. Eu estou tão feliz que eu tenho o privilégio de fazer isso, como uma carreira. Isso foi o que eu aprendi. Algumas experiências no set não são boas, e algumas vezes o processo de audição não é divertido. Há um monte de coisas diferentes sobre essa indústria que pode fazer você não gostar disso. E então, quando você tem uma experiência e é realmente boa, e você está em um papel que você gosta com pessoas que são maravilhosas, te dá um impulso e faz você ir, “é por isso que eu estou fazendo isso.” Isso substitui todos os momentos onde não parece gratificante..

Collider: Um monte de crianças dizem que querem ser atores, assim como eles dizem que querem ser astronautas, bombeiros ou veterinários. Como você decidiu tomar esse passo para fazer isso acontecer, de verdade?
Eu sempre soube que eu ia ser uma atriz, e eu queria ser uma atriz porque não tinha mais nada e eu estava tipo, “Eu quero fazer isso para viver.” Eu cresci em uma cidade muito pequena e isolada que não é incrivelmente carregada de indústria. Nós só temos quatro agentes em toda a cidade, então demorei um pouco para descobrir como um agente era e como a indústria funciona. Foi um processo realmente demorado de aprender como as coisas funcionam e como entrar na indústria.

Collider: Também ajudava que sua irmã, Katherine, estava passando por isso igualmente ou vocês seguiram caminhos muito diferentes?
Nós seguimos caminhos diferentes. A maneira como eu consegui um agente dos Estados Unidos foi através de alguém que me apresentou à eles, e ela conseguiu seu agente nos Estados Unidos através de um workshop. Nós temos diferentes caminhos para descobrir e entrar na indústria.

Collider: Você sabe o que você vai fazer a seguir ou você já pensou no que você deseja fazer a seguir?
Tem alguns projetos que eu li recentemente que eu amo. Eu ainda estou no processo de conhecer eles, então eu não tenho nada bloqueado ou aguardando. Eu tenho algumas coisas por aí.

Collider: Quando você lê algo, você instintivamente sabe se algo não é para você?
Eu passo por muitas coisas. Tem algumas coisas que eu li que eu não senti nenhuma conexão, mas algumas pessoas podem sentir. É incrivelmente pessoal, coisa subjetiva, e é o mesmo com as coisas que eu estou apaixonada sobre. Não é o gênero. Não é o personagem. Você lê algo e tem algo inexplicável sobre isso que faz você querer fazer.

Collider: Você está procurando por filmes e projetos de TV?
É, eu estou. Com TV, você só tem que ter um cuidado extra para ser o que você realmente ama, porque obviamente é um contrato mais longo. Mas com certeza, eu estou interessada em ambos.

Collider: Tem algum programa de TV atual que você ama que você adoraria fazer um participação ou um arco?
Tem tantos. Eu não posso escolher, então eu só vou com a última coisa que eu assisti que foi Sex Education do Netflix. Foi maravilhoso e eu acho que seria bem divertido fazer uma participação. Eu adoraria fazer participações. Isso soa muito divertido.

After já está nos cinemas.

Matéria: Collider | Tradução: Carol (Equipe Josephine Langford Brasil)

Por Hannah Chambers (12 de abril de 2019)

Só tem uma coisa pela qual Josephine Langford perde a calma: sapatos. Depois que nós duas desperdiçamos alguns minutos em cima das botas Louboutin que ela ainda estava vestindo depois da sessão de fotos da Cosmo, nós nos sentamos para conversar sobre After, o filme que está estrelando. Exceto, assim que eu ligo meu gravador, ela aponta para os meus pés e exclama: “Eu sinto muito! Rapidinho. É o Air Force?!” e dedicamos mais um breve momento à calçados.

Quando se trata de todo o resto – fama, cenas de sexo e voar pelo mundo toda vez que ela finalmente se ajusta a um novo fuso horário – Jo é a personificação total do “não é um grande problema”, mesmo sendo a líder de um filme que tem muitos fãs seriamente dedicados. Como uma história Wattpad (e fanfiction de Harry Styles), After acumulou 543 milhões de leituras. (A Barraca do Beijo chegou a 19 milhões antes de ser retirado quando foi publicado pela Penguin Random House. After ainda pode ser acessado pelo Wattpad.) De lá, After tornou-se uma série de livros, e Harry se tornou “Hardin” por motivos legais.

After é sobre Tessa, uma caloura na faculdade que se apaixona pelo ‘bad boy’ típico – Hardin (mesmo que ela tenha um namorado todo certinho em casa). Os fãs adoram a série pelo relacionamento extremamente tumultuado de Hessa.

“Isso faz você querer fazer um bom trabalho, porque você sabe que há muitas pessoas realmente apaixonadas pela história. Você quer fazer do jeito certo”, diz o jovem de 21 anos. “Você poderia dizer que há um pouco de pressão ou expectativa, mas pessoalmente, eu nunca senti isso.”

Jo diz que os fãs receberam sua escalação de braços abertos e a têm apoiado desde então. Mesmo com um fandom inteiro tentando criar teorias sobre ela e sua co-estrela, Hero Fiennes-Tiffin, ou buscar informações sobre sua famosa irmã, Katherine Langford, ela permanece com os pés no chão. Para o registro, ela está relutante em se abrir sobre qualquer um dos tópicos. No que diz respeito a Jo, os fãs vão “supor qualquer coisa” e é simplesmente uma coincidência que ela e sua irmã atuem. Ser atriz distanciou as irmãs australianas, já que elas raramente se vêem com seus horários sempre lotados, e isso tudo é muito normal para ela.

“Se as coisas começarem a ficar realmente loucas quando o filme sair, isso pode me atingir. Mas por enquanto, ainda não me bateu. Eu estou apenas em um quarto…falando com você.”

Apesar da vibe super calma de Jo e do sucesso de After, o livro (e o filme) causou muito drama, especialmente dos fãs de One Direction. Eu me sentei com Jo para falar sobre todas as controvérsias, o selo apertado em sua vida privada, e como foi filmar sua primeira cena de sexo.

Vamos começar com esse drama de Harry Styles. Há algumas fãs de Harry que acreditam que a série está explorando a imagem do antigo One Directioner. Quando After foi originalmente escrito para o Wattpad, a autora Anna Todd nomeou o interesse amoroso de Tessa, Harry Styles, e cada um de seus amigos depois do resto dos garotos do 1D. Mas os nomes eram apenas isso: nomes. A história não tem absolutamente nada a ver com a banda e não há nenhuma fanfiction de Larry Stylinson para ser encontrada.

“Não tem nada a ver com Harry Styles”, Jo explica, cansada. “Anna usou seu nome e rosto para inspiração. Mas não tem nada a ver com ele, e não parece importar quantas vezes falamos isso. [Hardin] não tem a mesma personalidade. Eles são pessoas muito, muito diferentes.”

Jo acredita que o drama 1D irá se desintegrar assim que as pessoas virem o filme e começarem a desconectar a história de suas raízes originais de fanfiction. Ela também não está preocupada com a controvérsia em torno do relacionamento de Tessa e Hardin, que alguns dizem ser abusiva e problemática.

“Isso foi obviamente algo que eu estava altamente consciente antes de entrar nisso. É uma discussão tão complicada”, diz ela. “Os livros são tão diferentes do filme de muitas maneiras diferentes. Estou muito, muito confiante de que não há como alguém sair desse filme e pensar isso de alguma forma.”

O destaque do consentimento foi uma prioridade em todo o processo de filmagem. As revisões do roteiro do diretor Jenny Gage, enfatizando o sexo seguro, são, na verdade, parte do motivo pelo qual Josephine ficou tão atraída pelo papel. “Foram pequenas coisas que ela fez. Ela sempre se certificou de mostrar as duas mãos na cena do livro e acrescentou um preservativo em uma cena de sexo. O sexo seguro é tão raramente representado na tela, o que me fez realmente querer trabalhar com ela.”

Jo explica que passaram uma semana ensaiando cenas íntimas, praticando cada movimento como uma coreografia. Esta foi a primeira vez que ela filmou uma cena de sexo, o que acabou sendo um negócio muito mais tranquilo do que ela imaginava. Ainda assim…Josephine manteve seus olhos cobertos durante suas próprias cenas quentes em uma exibição e provavelmente nunca vai assisti-los. “Sempre gostei de me ver na tela porque é assim que aprendo. Mas fazendo esse filme…aprendi que às vezes é importante não assistir, para não ficar auto-consciente”.

Além das cenas de intimidade intencionais, Jo foi atraída pela tridimensionalidade de Tessa. “Eu adorei que ela não foi fiel ao namorado e não foi demonizada por isso. Na realidade, as meninas cometem erros, e não é justo continuar apresentando a narrativa de que elas são perfeitas.”

Na verdade, ela pensa muito nos termos ‘bad boy’ e ‘boa garota’. “É uma simplificação muito vasta. O que faz uma garota ‘boa’? Ela usar camisa de botões e não ter muita experiência sexual? Bem, ela ainda pode ser uma cadela! Você entende o que eu quero dizer? E o que faz um cara ‘mal’? Ele dirigir uma moto? Eu gostei que Tessa era real.”

Josephine tende a manter-se discreta nas mídias sociais, que é onde a maior parte da ação do fandom acontece. Apesar de suas menções estarem empilhadas, as postagens do @JosephineLangford são poucas e distantes entre si. Há um post sem legenda onde ela posa em frente a uma parede que diz: ‘Eu não vou tirar mais fotos chatas’ que define a sua vibe. Quando pergunto sobre seus hábitos calmos em relação ao Instagram, ela gargalha. “É um dilema, sendo atriz. Eu sei disso”, admite a estrela. “Mas por outro lado, sou uma pessoa relativamente privada. Eu sinto que quando você entra nessa indústria, é muito importante ter seus limites. Isso é algo que estou tentando fazer no momento. Mantendo meus limites.”

Seus amigos, por outro lado, estão se divertindo empurrando esses limites. “Não digo aos meus amigos o que fazer online, porque sinto que isso é inadequado”, diz ela. “Muitos dos meus amigos estão recebendo DMs [dos fãs], e um deles recebeu uma mensagem como,’Você conhece Jo?’ E ele, brincando, disse que estávamos noivos – porque achava que seria hilário. E então todos começaram a pensar que realmente estávamos noivos.”

Falsos rumores de envolvimento provavelmente enlouqueceriam alguns atores, especialmente em um mundo onde seu parceiro é essencialmente uma extensão deles próprios, mas não Jo. A fama e drama que vem – como um pacote de negociação quando estrelando em um grande filme – ainda não se registrou para ela. “Não é bom ter um ego enorme. Eu assumi o papel porque sou atriz e estava fazendo um trabalho. Então, seja qual for a resposta, não é como ‘oh, este é o meu filme, eu deveria estar recebendo atenção’. Eu não quero isso!”

Matéria: Cosmopolitan | Tradução: Chris (Equipe Josephine Langford Brasil)
Por Santiago Alverú (12 de abril de 2019)

After é o último fenômeno de uma fã que vive no mundo do cinema. Nós falamos em Madrid com os seus protagonistas enquanto uma multidão de pessoas os perseguem pelas ruas.

Anos atrás, Anna Todd era uma adolescente fã de One Direction. Tanto que ela começou a escrever uma história de ficção em que uma garota conhecia Harry Styles. A história foi feita online, ganhando uma grande comunidade de fãs que pensaram e influenciaram o futuro dos personagens. Todd adicionou um pouco de açúcar, temperos e uma história de universitários, e assim foi como After nasceu, uma das sagas literárias mais bem sucedidas dos últimos anos.

Se vocês não sabem absolutamente nada sobre o que estamos falando, vocês podem não ser um alvo desse fenômeno. Embora seja difícil de acreditar: essa história com nuances eróticas sobre um amor universitário nos EUA cruzou fronteiras geográficas de todos os tipos. “Eu acho que as pessoas são muito atraídas por esses tipos de fantasia que ocorrem durante os primeiros anos da universidade,” Anna Todd disse, “e a universidade ou as instituições americanas têm elementos que são conhecidos por todos. É uma coisa muito única, mas ao mesmo tempo tremendamente universal: dando um passo em direção à vida adulta, separando-se de sua família, forçando-se a ser social, conhecendo outra classe de pessoas, etc. Tem algo sobre a universidade nos Estados Unidos que o cinema levou ao mundo todo. Isso nos permite alcançar um público muito maior.”

Fãs do filme (o qual ainda não foi lançado) parecem vir diretamente da origem literária da saga. “Há indícios, como o fato de que muito dos livros estão de volta aos melhores vendedores. Recebo e-mails que dizem: ‘Acabei de ver o trailer e eu comecei a ler os livros, eu estou indo para o terceiro!’. Eu tenho uma conexão tão direta com meus leitores que eu acho que é uma comunidade pequena, mas é obviamente enorme e cresce a cada dia.”

Os olhos de Josephine Langford brilham quando o assunto é cinema: “Meu gosto em cinema é bastante diverso, mas eu definitivamente sou louca por filmes indie. Good Time é um filme maravilhoso, assim como Personal Shopper. Eu não acho que seguir um caminho similar a de qualquer um deles fosse de algum modo negativo.”

Ao comparar After e Crepúsculo, Hero é mais reservado. “Não é uma comparação que foge. É uma honra. Mas eu não ousaria me pronunciar sobre isso, cada um é diferente e não importa o quanto eu admire os dois atores e seja uma inspiração, eu gostaria de ter um nome e um caminho separado.”

Igual ao que ocorreu em Crepúsculo, o filme prevê um esmagamento de críticas mas quem se importa? As críticas especializadas à imprensa não têm poder aqui. “Este não é um filme para eles,” Anna Todd diz desafiando. “A rejeição dos críticos é algo que vem acontecendo comigo desde que comecei com os livros. O New York Times poderia ter comentado sobre o meu trabalho, mas sempre de uma posição de distância, sem me considerar uma verdadeira escritora, mesmo vendendo milhões de livros. É por isso que eu não esperava que a passagem dos livros para o filme fosse mais simples.”

Que Anna é uma fã de One Direction já sabemos, mas Hero e Josephine são fãs de algo em especial? “Eu nunca fui fã de nada em um nível extremo, eu não acompanho ou coisas assim… mas sempre gostei muito de Star Trek”, confessa Josephine, enquanto Hero é novamente o recatado do trio: “Eu não ousaria a me comparar com os fãs de After. Eles são de um nível muito alto.” Sem dúvida, amigo. Sem nenhuma dúvida.

Matéria: Cinemania | Tradução: Carol (Equipe Josephine Langford Brasil)


Por Alissa Schulman (12 de abril de 2019)

Depois de sete anos de vários “quases”, Langford está aqui para liderar. A partir do momento em que Josephine Langford foi anunciada como a atriz que traria Tessa Young à vida, os fãs da série After, de Anna Todd, a receberam de braços abertos. “Quando fui escalada, muitas pessoas me disseram que eu parecia mais com Tessa do que Tessa”, disse a atriz à MTV News.

É impressionante conversar com Langford depois de vê-la na tela como a menina de 18 anos de que ela interpreta. De certa forma, elas são distintas (o sotaque australiano de Langford é a prova irrefutável) e, em outros, são exatamente as mesmas. “Eu gostaria de pensar que somos inteligentes. Somos ambas determinadas. Acho que quando nos apaixonamos por algo, somos absorvidas”, sugeriu ela. Mas há algo mais inato que faz com que pareça que Tessa e Jo pertencem ao mesmo plano – um senso de confiança profundo, confiante e confortável – que é exatamente a qualidade que fez milhões de fãs se apaixonarem por Tessa em primeiro lugar.

O que começou como fanfiction de Harry Styles rapidamente tomou vida própria, conforme mais leitores descobriram a história em uma comunidade de novas histórias, Wattpad. Em pouco tempo, Todd vendeu os direitos da adaptação cinematográfica e conseguiu um acordo de livro, que transformou a história em uma série de cinco livros.

Mas não foi apenas Hardin Scott – o ‘bad boy’ inspirado na estrela do rock do One Direction – que fez fãs desmaiarem. Foi a garota auto-confiante que estranhamente se apaixona por ele e, lentamente, desfaz o futuro que ela imaginou para si mesma. Ou, pelo menos, que a mãe imaginou para ela e que ela tinha aceitado.

Essa é outra diferença entre Tessa e a atriz de 21 anos que a retrata. Enquando a personagem se rebela contra o caminho firmado à ela, Langford tem afirmado ela por toda a sua vida. “Eu sempre fui a garota que estava atuando, e não tenho idéia de como descrever”, disse ela. “Eu sempre quis ser atriz”.

E assim, com uma determinação não muito diferente da de Tessa, ela colocou tudo o que tinha para realizar esse sonho, conseguindo seu primeiro emprego remunerado aos 14 anos e passando por uma série de testes e ‘quases’. “Eu fiz audição para tantos programas, consegui tantos empregos e depois não consegui, ou você está prestes a conseguir um emprego, e aí você não tem visto”, disse Langford sobre o setor que ela compartilha com sua irmã, Katherine, sem uma pitada de frustração.

Ela está feliz indo com o fluxo, contanto que ela possa continuar contando histórias. “Para mim, sou obcecada por filmes”, disse ela. Em particular, “Eu gosto de tudo da Marvel, gosto muito de ação. Eu amo Sr. e a Sra. Smith, eu amo Duro de Matar, eu amo A Origem, eu amo Cavaleiro das Trevas.

Mas mesmo que ela adorasse ficar na frente das câmeras do próximo filme de ação, ela não está muito preocupada em estabelecer um caminho específico para si mesma. Ela encolhe os ombros, “Você só precisa fazer o trabalho que quer e que é sortuda de ser escalada, e eventualmente você vai ter uma carreira”, disse ela. “Eu sinto que você não pode controlar; isso acontece organicamente”.

Essa suave ondulação é exatamente o que levou a encaminhou à Tessa em primeiro lugar. Os fãs da série podem já ter ouvido esta história: Langford chegou perto disso para não conseguir o papel. Langford não conseguiu fazer um teste para a liderança . “E então eles empurraram as datas de filmagem por dois meses, mas eles já tinham publicado a atriz que interpretaria Tessa, então eu fiz o teste para Molly”, disse ela. (Langford está se referindo à Molly de After, que é o oposto polar de Tessa. “É sempre divertido interpretar papéis mal-intencionados”, brincou ela.)

Langford não conseguiu esse papel – foi para Inanna Sarkis. Mas por alguma reviravolta do destino, Langford recebeu seu primeiro papel principal. “É engraçado porque, lendo o roteiro, eu meio que gravitei mais para a Tessa”, ela lembrou.

Langford adorou que Tessa é uma personagem tridimensional falha em uma história que parece mais próxima da realidade do que as pessoas esperariam encontrar em uma fanfic. (Por exemplo, Langford adora que Tessa trai o namorado que ela saiu de casa quando ela começa a ver Hardin – “porque isso acontece.”) Mas, apesar de After ‘não ser um guia de namoro em qualquer modo’, ela diz que ‘não foge da realidade do que são os relacionamentos’.

Em particular, quando se trata de sexo. “Acho que é um pouco tabu ter uma história de amadurecimento em que uma garota explora sua sexualidade. Isso não acontece muito”, disse ela, acrescentando que, nos filmes, o sexo raramente é mostrado a partir da perspectiva feminina. “E isso, é tudo sobre o prazer de Tessa…Cada cena que antecede a primeira vez deles é sobre ela.”

Há também, é claro, os aspectos não-sexuais do romance que fez o filme divertido, junto com sua co-estrela Hero Fiennes-Tiffin. A cena do lago, por exemplo, onde Tessa e Hardin constroem uma tensão antes do primeiro beijo, foi filmada em um dia úmido de Atlanta que deixou todos querendo entrar na água. Bem, talvez nem todos. “Olha, um de nós usou uma bóia, um de nós não – e não vou dizer quem, mas direi que sou australiana” – Langford riu.

E essas foram suas cenas favoritas – as cenas doces, clássicas e sem áudio que mostram Tessa e Hardin se apaixonando profundamente, o que permitiu eles relaxarem um pouco e conversarem sobre ‘tudo e nada ao mesmo tempo’, ela disse. “Quando estávamos no aquário, a gente estava apenas dizendo as coisas mais estúpidas sobre os peixes.”

Mas agora – cheia de lembranças felizes – e já que os deveres de seu filme inicial estão para acabar, Langford está ansiosa para relaxar e refletir em Perth, onde ela ainda vive com sua família. Ninguém pode dizer quais mudanças ela verá depois que After sair nos cinemas, dia 12 de abril, mas neste momento, ela sorri: “Estou feliz”.

Matéria: MTV News | Tradução: Chris (Equipe Josephine Langford Brasil)
Por Kelsea Stahler (12 de abril de 2019)

Josephine Langford não é a próxima Bella Swan, mas ela está pronta para tudo depois de After. A atriz australiana vai estrear na adaptação cinematográfica de uma fanfiction que virou fenômeno, e ela está curiosamente calma sobre tudo que vem com isso.

Josephine Langford está trancada para fora do seu quarto do hotel. A atriz acaba de encerrar três dias cheios de entrevistas, aparições na TV e a premiere de seu novo filme, After. Finalmente chegou a noite e ela esteve de saltos o dia todo. Agora teria sido um ótimo momento para relaxar e descontrair. Se ela está cansada ou estressada por ficar trancada, ela não deixa transparecer isso por telefone. Em vez disso, ela me diz em um tom energético que ela acabou de sair de seus saltos e está preparada para sair no corredor do hotel, descalça, para “andar e conversar”.

After, que sai dia 12 de abril, é baseado na série de livros de mesmo nome que começou como uma fanfiction do One Direction no Wattpad (mesma comunidade de fanfiction que lançou outro romance adolescente – A Barraca do Beijo). A versão original de After, que acumulou 542 milhões de visualizações até o momento, inclui um líder romântico chamado Harry Styles, e os amigos de Harry, Zayn, Liam, Louis e Niall. Mas quando a história explodiu e a autora Anna Todd, também conhecida como Imaginator1D no Wattpad, desembarcou em um contrato multimilionário com a Gallery Books, legalidades entraram em cena. O galante e inquietante britânico foi rebatizado de Hardin Scott (interpretado por Hero Fiennes-Tiffin no filme); Zayn tornou-se Zed Evans (Samuel Larsen).

Um segmento muito vocal do fandom de One Direction teve problemas com a representação de Styles como um idiota – uma fã particularmente zelosa começou uma petição na change.org nomeada “Não produza fanfiction glamourizada!” em protesto. Pelo lado positivo, existem milhares de fãs que passaram as semanas antes do lançamento de After tendo certeza que #Hessa (A hashtag do casal do filme, Hardin e Tessa) realmente se torne alguma coisa no Twitter.

E no meio do furacão aparece Langford para interpretar Tessa, nossa heroína e a pessoa que recebe a afeição de Hardin.“Quando eu fui escalada, Anna Todd e os produtores nos disseram que talvez fosse algo grande, por causa da fã base”, diz Langford à Refinery29. “Eu tive um ano para me preparar mentalmente para isso.” Ela já encontrou inebriados fãs pessoalmente; um até disse à Langford que ela era “mais Tessa do que Tessa”.

A atriz australiana nasceu e cresceu em Perth, mas desde que conseguiu um papel principal ao lado de Ryan Phillippe em Wish Upon (No Brasil 7 Desejos) em 2017, ela raramente está em um lugar por muito tempo.  No ano passado, ela diz que só esteve em casa por três dias, por isso decidiu se mudar para Los Angeles logo, apesar de dizer que Nova Iorque segue a mesma velocidade que ela.

Tem sido um ano intenso para a mulher de 20 anos, que viu sua irmã mais velha, a estrela de 13 Reasons Why (no Brasil Os 13 Porquês) Katherine Langford, virar uma estrela de um dia para o outro. Mas nada podia preparar a jovem Langford para a ferocidade com que os fãs de After se aproximaram dela na sessão de autógrafos em Madrid. “A multidão era insana. O carro estava balançando para frente e para trás; eles tiveram que montar uma barreira humana para chegarmos à livraria porque tinha tanta gente animada”, ela diz. 

Enquanto isso soa como um pesadelo claustrofóbico para a maioria das pessoas, Langford ri enquanto relata a experiência. “Foi engraçado. Eu não acho que algum de nós já tenha estado nessa situação antes.”

Langford parece curiosamente calma sobre tudo isso. Ela diz que não está preocupada que os fãs não gostem da versão dela de Tessa. “Eu não tentei, intencionalmente, trazer nada para ela ou mudá-la. Apenas retratei o que estava nos livros e estava confiante do que estava fazendo,” ela diz. A diretora Jenny Gage descreve Langford para mim como uma “feminista feroz” com um ponto fraco por piadas de pai. Era muito importante para a diretora que, como a atriz, Tessa se demonstrasse confiante e empoderada, e não o clichê de ‘boa menina’ (leia-se: ela é inteligente! Ela ama livros! Ela se veste conservadoramente, até em festas – que ela raramente vai! Ela não liga para meninos, eles que percebem sua presença!)

Na verdade, Tessa é a imagem de uma boa menina: ela usa um vestido antiquado relativamente antigo para sua primeira festa na faculdade – um evento que ela imediatamente tenta escapar. Na tela e no livro, Tessa é conhecida por sua inteligência (algo que sua mãe, interpretada por Selma Blair, não quer que ela desperdice); ela primeiro se aquece à Hardin quando encontra uma cópia desgastada de O Morro dos Ventos Uivantes em seu quarto. Mas Tessa também diz a Hardin quando ele está sendo insuportável; defende-se quando as coisas começam piorar em seu relacionamento posterior; e dita seus limites sexuais e quando ela está pronta para empurrá-los.

Esse último elemento, diz Langford, é o motivo pelo qual ela queria fazer o After. “Há algo sobre o despertar sexual das meninas e contar suas histórias pela primeira vez, que não têm espaço na mídia”, explica ela. Ainda não é um tema popular no cinema. Langford vê suas cenas de sexo com o pragmatismo. “No começo, nunca tendo feito aquelas cenas antes, eu estava pensando ‘será estranho?'” Mas não foi. “É tudo muito técnico e coreografado, então isso não foi um problema para mim. Eu estava surpreendentemente incrivelmente confortável fazendo isso”.

Isso mudou quando os paparazzis chegaram durante uma cena particular vulnerável que foi gravada ao ar livre, no lago, no qual Hardin toca Tessa pela primeira vez, mas fica aquém de qualquer coisa abaixo da cintura. “Temos tempo”, ele sussurra quando está claro que Tessa atingiu seu limite. É uma cena íntima e altamente erótica – não uma que seria melhorada pela presença de homens suados e distraídos com lentes de alta definição. “Você só tem que fazer”, diz Langford. “Mas obviamente, não foi 100% ideal”.

Realizar essa cena com os espreitadores é uma façanha, especialmente porque Langford é ferozmente discreta. “É importante ter privacidade e ter uma vida pessoal. Estou tentando ter limites”, diz ela. “Eu quero ser eu mesma e ser honesta, mas não preciso me sentir cem por cento desconfortável e exposta e contar ao mundo cada detalhe da minha vida.”

A atriz tem um Instagram público, com a marca azul e tudo, mas ela geralmente passa meses sem postar nada e diz que prefere comer sua comida do que postar fotos. “Meu cérebro tem tantas qualidades que não funcionam com mídias sociais. Eu penso demais, eu sou excessivamente privada, e esses dois traços de personalidade simplesmente não funcionam quando se trata do Instagram”, diz ela com uma risada. Outra preocupação importante: ela evita inspirar quaisquer narrativas indesejadas (e potencialmente falsas) sobre sua vida pessoal. Dedique alguns minutos para ler os (milhares de milhares) de comentários nas fotos do Instagram de Langford, e você encontrará fãs de todos os tipos de suposições pessoais.

“Ninguém que eu conheço [na vida real]já me perguntou por que eu sigo essa pessoa ou porque eu não a sigo, porque todo mundo sabe que não tem absolutamente nenhuma correlação com as pessoas que são importantes na minha vida”, diz ela. “Eu nem mesmo verifico meu feed [Instagram]. Não tem sentido, é o que estou tentando dizer.”

Quando as discussões dos fãs sobre o relacionamento de Langford com sua irmã Katherine aparecem, seu tom animado oscila um pouco, e o volume de sua voz diminui. “Eu não entendo a internet às vezes. Eu acho que os rumores são loucos”. Os rumores que ela está se referindo são de uma “briga” entre as irmãs Langford, que começaram a circular quando Katherine fez em maio de 2018 uma entrevista com a revista francesa L’Officiel, no qual ela falou que ninguém da família estava na indústria do entretenimento. A partir daí, fãs e fofoqueiros encontraram “evidências” no fato de que nenhuma das duas irmãs se seguem nas mídias sociais, e que elas não falam uma sobre a outra em entrevistas. Até mesmo o menor comentário sobre Katherine pode se tornar uma manchete inteira para Langford.

“Meu amigo me enviou um vídeo para o outro dia, e nós estávamos rindo disso, porque alguém tinha pego como uma coisinha que fiz em uma entrevista, percebeu que eu fiz a mesma coisa em vários videos e fez uma compilação”, Diz ela, possivelmente referindo-se a este clipe do YouTube em que o fã disseca e interpreta as palavras de Langford sobre Katherine em entrevistas. “Eu acho que quando você tem um conteúdo limitado de alguém, e eu definitivamente não estou ajudando, você apenas pega algumas partes do que você sabe sobre uma pessoa, e você a extrapola.”

Langford não vai contar a história da família, mas ela não fala sobre sua irmã com acrimônia velada. Ela brinca que, com a fama crescente, elas poderiam ser como Elle e Dakota Fanning, e que se as estrelas se alinharem para fazerem o mesmo projeto, ela estaria 100% a bordo. Ela especifica, no entanto, que sua carreira de atriz desenvolveu-se independentemente da de Katherine.

“Nós duas agimos por conta própria, completamente separadas, sem nada a ver com a outra. Nós duas crescemos nesta família, com pais que não eram particularmente criativos, e ambas estavam interessadas ​​em coisas criativas”.

Langford fez sua primeira atuação aos 14 anos, mas até sua grande chance no filme de terror de 2017 Wish Upon, (no Brasil 7 Desejos), ela não tinha agendado muitos shows que considerou significativos. “Eu estava em uma peça chamada Hood; Eu era um extra na Paixão de Cristo; Eu fiz vídeos corporativos, comerciais, pequenos curtas universitários. Apenas qualquer coisa que eu pudesse fazer parte”.

Agora sua carreira provavelmente vai passar por uma grande mudança. Se After tiver sucesso, Langford provavelmente terá pelo menos mais quatro filmes com as sequências Depois da Verdade, Depois do Desencontro, Depois da Esperança e Before. De fato, uma representante do estúdio confirmou para Refinery29 que já estão em discussões com os diretores sobre as sequências. Imediatamente após essa tour de After, Langford diz que vai voltar à fazer audições – com algumas possibilidades no horizonte.

“Estou apenas tomando coisas dia a dia. Eu realmente não sei qual será a resposta ou a reação. É muito possível que o filme saia e eu volte ao anonimato”, diz ela. Se tudo correr bem, no entanto, Langford está com fome para desempenhar todos os papéis que conseguir, seja ficção científica, ação, comédia obscura (ela é uma grande fã de Ricky Gervais) ou outro romance. Se ela tivesse que escolher seu papel de sonho final, porém, seria algo sinistro. “Seria divertido interpretar um vilão tridimensional muito bom e complicado. Existem apenas alguns vilões, na minha opinião, na história do cinema que são realmente muito especiais; fazer um bom vilão é difícil”, diz ela. “Eu sou incrivelmente cínica e não acho que seja algo que as pessoas possam adivinhar. As pessoas acham que sou toda positiva, mas sou cética”.

“Independente das mídias sociais – ou que meu amigo poste uma foto minha, 100 pessoas repostem e saibamm exatamente onde estou – o trabalho não mudou minha rotina em nenhum modo,” ela diz, pausando como se tivesse uma lista em sua cabeça. “Eu nunca fui reconhecida…isso não afetará minha ida ao supermercado ou qualquer coisa.”

Mas esses limites podem desaparecer, e rápido. Se a precoce resposta em relação à After é uma indicação, Langford está na extremidade – mas ela, de novo, não parece estar preocupada. Em algum momento durante a nossa ligação, Langford voltou silenciosamente para o quarto, não mais tendo que andar descalça pelo hotel.“Eu não me preocupo com coisas maiores”, diz ela. “Deveria ser o contrário, mas não é.”

Matéria: Refinery29 | Tradução: Chris (Equipe Josephine Langford Brasil)

Por Lauren McCarthy (12 de abril de 2019)

Foi um longo caminho para Josephine Langford chegar a Hollywood – cerca de 10 mil quilômetros, mais ou menos, para ser exato, se você estiver contando com a cidade natal de Perth, na Austrália. “Demorou muito, muito tempo [para começar], vindo de uma cidade isolada. Perth não é pesado na indústria, então descobrir como entrar foi difícil ”, disse a mulher de 21 anos. “Eventualmente, descobri o que era um agente dos EUA e, por isso, consegui um agente dos EUA. É aí que tudo começou.” E agora que ela está aqui, ela não irá a lugar nenhum, especialmente se o burburinho em torno de seu último filme – seu primeiro como protagonista – continuar.


Se você não está familiarizado com After, então provavelmente você nasceu antes dos anos 90. A série de romance, escrita por Anna Todd, tem uma história infame: começou originalmente como fan fiction sobre o antigo membro do One Direction, Harry Styles, que Todd escreveu em um aplicativo de blog chamado Wattpad. Desde então, evoluiu para cinco romances e, a partir de sexta-feira, um longa-metragem que, a julgar pelo tamanho de sua base de fãs, pode muito bem ser o próximo Crepúsculo.

Antes de aterrissar na potencialmente protagonista de Tessa Young, a protagonista de After, Langford tinha apenas mais um filme com seu nome, o filme de terror 2017 Wish Upon, (no Brasil 7 Desejos). Mas no caso de você não ter juntado as peças, sua irmã mais velha é Katherine Langford, de 13 Reasons Why (no Brasil Os 13 Porquês), embora Josephine diga que as duas não falam sobre trabalho em casa. “Todo mundo me pergunta isso, e sinceramente a resposta é não”, disse ela. “Não sendo arrogante, mas nós duas sabemos o que estamos fazendo.”

Como qualquer romance bom de adolescente, After gira em torno de algo de um amor proibido entre uma ‘boa menina’ caloura de faculdade e um ‘bad boy’, interpretado por Hero Finnes-Tiffin. O enredo central do filme continua o mesmo, com pequenas atualizações do livro de 2014. Como Langford explicou, “não havia a noção de tentar copiar o livro. O filme é muito diferente do livro. O livro inteiro é da perspectiva dela e quando eu li, eu senti como se entendesse como ela pensava, então eu fiz isso. Eu não tentei copiá-la, mas fiz o que senti ”.

Langford leu o livro pela primeira vez durante o processo de testes, mas ela lembrou que ela pode ter tido um encontro ainda mais cedo com o material de origem. “Isso é tão engraçado”, disse ela. “Então, eu uso muito a Internet – é um grande passatempo meu, apenas navegar na Internet. E você sabe como vai para os cantos escuros profundos? Tenho certeza que me deparei com a fan fiction e li as primeiras cinco páginas. Quando eu estava lendo o livro, eu pensava, ‘Isso tudo é vagamente familiar’. Mas eu não sei ao certo.”

Se fez, certamente não estava sozinha – After já tem uma das mais dedicadas fanbases na Internet (a conta oficial do Instagram para o filme tem quase um milhão de seguidores). “Esses fãs são como o FBI”, disse Langford. “Eu não sei como eles fazem isso. Antes mesmo de anunciar meu casting, comecei a receber seguidores. Um dos produtores do filme curtiu um comentário de alguém dizendo, ‘É essa garota’. E foi assim que eles conseguiram.”

Ainda assim, ela ainda não se envolveu completamente com o fato de que sua vida pode mudar muito depois deste fim de semana – embora ela esteja ciente de que talvez seja hora de confrontar isso. “Ainda não acho que caiu a ficha,” disse ela. “Entrando, éramos constantemente lembrados sobre o tamanho da fanbase, e quão grande isso poderia ser, porque eles realmente queriam que estivéssemos preparados, mas eu não acho que agora eu percebi isso ainda. Não será até que eu veja os fãs. Uma coisa é ver um milhão de pessoas no Instagram seguindo a conta, e outra coisa é ver um milhão de pessoas em pessoa.”

Matéria: W Magazine | Tradução: Biah (Equipe Josephine Langford Brasil)


Josephine Langford nasceu no dia 18 de agosto de 1997 em Perth, Australia, filha dos médicos Elizabeth e Stephen Langford e irmã mais nova de Katherine Langford. Desde cedo, Josephine já sonhava em ser atriz e em 2013 iniciou sua carreira e desde então nunca parou.

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AFTER WE COLLIDED
PERSONAGEM: TESSSA YOUNG
DATA DE LANÇAMENTO: 2020
Sinopse
Hardin sempre será… Hardin. Mas será que ele é mesmo o cara profundo e atencioso que Tessa se apaixonou perdidamente ou têm sido um completo estranho o tempo todo? Ela gostaria de se afastar, mas não é tão simples assim.
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Into the Dark
PERSONAGEM: Clair
DATA DE LANÇAMENTO: 18/07/19
Sinopse
Into The Dark é uma série antológica de terror onde cada episódio é retratado durante um feriado ou data comemorativa.
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AFTER
PERSONAGEM: TESSSA YOUNG
DATA DE LANÇAMENTO: 18/07/19
Sinopse
Tessa Young é uma jovem com uma vida simples: ótimas notas, muitos amigos e um namorado doce. Tudo para ela já está planejado, mas quando conhece um homem rebelde com segredos sombrios sua vida muda.
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